domingo, 24 de março de 2019

"Voltei"...

É... não sei há quanto tempo exatamente estou sem postar. Acho que quase uns 4 anos. Tranquei meu antigo blog, deixei como privado. Tenho um carinho grande por ele. Foi lá que registrei o desenvolvimento dos meus filhos, guardei memórias. Sempre que resolvo dar uma olhada, consigo dar um sorriso por ler coisas simples e ao mesmo tempo marcantes, que ás vezes me escapam da memória.
Os últimos posts foram sombrios. Parei por lá.
E quero recomeçar por aqui.

Por mais que a onda de blogs pareça ter ido embora, eu quero fazer pra mim. Por mim. Preciso desabafar. Preciso por pra fora tudo que está aqui dentro.

Faz uns anos que minha vida veio mudando de uma forma que não percebi. Não notei. Nem quem estava a minha volta viu. Só agora, consciente do meu estado atual, quando olho pra trás consigo ver os sinais que estavam debaixo do meu nariz e do meu marido, mas não vimos.

Hoje me encontro com transtorno de ansiedade generalizada num nível médio e uma depressão moderada. Diagnosticados por psicólogos e psiquiatra.

Me sinto triste. Me sinto preocupada.
Definitivamente não era o que eu esperava, não era o que eu queria pra mim (quem quer, né?).

Triste por saber o quanto dói - interna e externamente - isso. Preocupada se vou melhorar. Preocupada com meus filhos que ainda são crianças e como serão afetados por isso.
Culpada por passar o fim de semana inteiro deitada na cama.

O lema é sobreviver um dia de cada vez. Guardar alguns sonhos na gaveta e por agora, lidar/resistir aos efeitos colaterais dos remédios tarja preta que tanto relutei em tomar.
A gente sabe quando chega ou passa do nosso limite e tem que dar o braço a torcer quando necessário, por isso mesmo, NECESSIDADE.

Só sei que me quero de volta. Não sei onde exatamente me perdi, mas preciso me reencontrar. De todos os projetos que tinha pra esse ano, me (re)encontrar será o principal.
Recuperar minha saúde mental.

Sei que vai ser difícil, que não será rápido e provavelmente doloroso, mas a outra opção é desistir.
E por mais que tivesse considerado isso há alguns meses, no momento não considero mais.

Sigamos. Um dia de cada vez. Que Deus me guie, me ajude, me escute e me reerga, porque sozinha definitivamente eu não posso.



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